sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Wake me up when september ends - Parte 12

Pedi-lhe que tirasse a camisola para poder cuidar melhor do ombro dele. Acabei por me arrepender porque os seus músculos e abdominais bem definidos constituíam uma distracção. Pegara em quatro pedras de gelo, envolvera-as num pano de cozinha e pressionara levemente no seu ombro o gelo. Estávamos os dois calados e por fim acabei por perguntar:
Então, que aconteceu ontem à noite?
J: Conhecemo-nos no bar. Digamos que bebeu demais e contou-me tudo sobre a sua vida. No final da noite trouxe-a a casa porque não estava em condições de conduzir. Estava prestes a sair quando me pediu para ficar. Disse que não queria estar sozinha.
Custou-me ouvir aquilo porque normalmente eu não era assim. Senti que as minhas bochechas se tinham tornado num vermelho vivo de embaraço e nada respondi. Ele olhou-me com aqueles olhos fantástica e estranhamente azuis e mostrou alguma compaixão por mim:
Lamento muito... por aquilo que lhe aconteceu.
Quando disse aquelas palavras lutei contra a vontade de chorar e venci, mas desviei a minha cara. Mudei imediatamente de assunto:
Peço imensa desculpa pelo seu ombro. Quando o vi no meu sofá... perdi a cabeça.
Ele encarou aquilo de maneira positiva. Soltou uma pequena gargalhada e disse:
Não faz mal. Tenho a certeza que um dia me irei rir disto.
E: Definitavamente não irá acontecer isso amanhã. Amanhã estará pisado.
Continuei a pressionar o gelo durante mais um bocado enquanto falávamos sobre coisas sem interesse. Depois ele voltou a vestir a camisola, levantou-se do sofá, estendeu a mão e disse sorrindo:
Enfim, foi bom conhecê-la...
E: Sim, digo o mesmo.
Ele começou a dirigir-se à porta. Eu ainda me sentia mal pelo que acontecera e detive-o.
E: Espere.
Ele virou-se para trás e ficamos cara a cara. Eu continuei:
Será que há alguma coisa que possa fazer pelo seu ombro? Sinto-me muito mal.
Ele esboçou um pequeno sorriso e respondeu:
Por acaso até há.
Isto surpreendeu-me. Quando perguntamos destas coisas, estamos sempre à espera que a pessoa recuse, é por isso que perguntamos. Eu perguntei confusa:
O que é?
J: Um jantar comigo.
Devo dizer que esta proposta me chocou um bocado. Eu queria compensá-lo, mas sentia-me mal porque sentia que de alguma forma estava a ser infiel a Ashton. Eu apenas disse:
Eu tenho um marido.
Ele soltou uma gargalhada.
J: É só um jantar.
Hesitante, mas acabei por ceder.

8 comentários:

  1. também eu, quero verão, calor e praia!

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  2. E vamos acabar todas por ter um final assim, basta querer *
    Obrigado, o teu texto esta lindo (:

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  3. Pobre coitada vai acabar por ficar confusa!
    AMO SEMPRE O QUE ESCREVES

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  4. pois, mas entre essas, concertesa haverá uma que te cativa mais*

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  5. sim isabel é verdade. ficámos tão entusiasmadas e depois, as ideias e o entusiasmo vão-se. muitp obrigado.

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